Apesar dos avanços tecnológicos para melhorar a qualidade de vida das pessoas, ainda está longe dos profissionais da saúde conhecerem e utilizarem as tecnologias como o frequencímetro cardíaco. Figura 1: Do livro "Cérebro Emocional" Sou psicólogo e por que estaria utilizando um freqüencímetro cardíaco (FC)? Para medir o aumento do batimento cardíaco (BC) em situção de medo? Para observar o BC do paciente diante do terapeuta? Para saber se o paciente/cliente está metindo ("detector de mentira")? A resposta pode ser sim, mas não vai ser muito útil e fidedigno na avaliação psicofisiológica dos objetivos que o psicológo for traçar sobre os aspectos emocionais do cliente, como o estresse. O importante/fundamental no uso de um freqüencímetro cardíaco por um psicólogo é estar monitorando e avaliando a Variabilidade da Freqüência Cardíaca (VFC) ou em inglês Heart Rate Variability (HRV). Mas, para o psicólogo, afinal qual a importância de medir/avaliar a VFC? Como já falei em outros artigos, quando falamos sobre Medo, Ansiedade, Estresse, entre outros aspectos emocionais, o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) está sempre pronto 
Figura 02: SNA controla o sistema vegetativo. Através de equipamentos de biofeedback, a pessoa aprende a controlar as respostas fisiológicas como a freqüência cardíaca e VFC, temperatura periférica, resposta galvânica da pele, entre outras. O resultado será o autocontrole psicofisiológico do estresse, ansiedade e tensão. para "frear" (parassimpático) ou para "agir" (simpático) como mostra a figura 1. Recomendo a leitura do livro "O Curar: o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise". O capítulo 3 fala sobre "O coração e suas razões" e o capítulo 4 sobre "Vivendo a coerência cardíaca". São dois capítulos que aprofunda conhecimetnos sobre "coração-cérebro", VFC e coerência cardíaca. O estresse, por exemplo, surge exatamente do desequilíbrio entre o sistema simpático ("acelera") e o parassimpático ("freia"), onde o simpático sempre estará mais ativo/alto. Sem dúvida, o ideal seria que ambos os sistemas estivessem funcionando bem e em harmonia/coerência, mas no nosso dia-a-dia, no mundo globalizado e na sociedade da informação, existe um aumento de pressão sobre o ser humano pela vida agitada, levando ao domínio/prevalência da atividade simpática, conseqüentemente ao estresse, depressão, doenças psicossomáticas, câncer, entre outros desequilíbrios psicofisiológicos. Na maioria das vezes, achamos que estamos bem ou estressado, porém a nossa percepção sobre a própria resposta psicofisiológica de nós mesmos é muito probre. Mas Independentemente da percepção do indivíduo sobre o estresse, é importante acompanharmos a saúde do coração, pois é ele que vai poder nos dizer se o simpático e o parassimpático estão funcionando/trabalhando em equilíbrio/coerência. Abaixo, a figura mostra o comportamento da variabilidade da freqüência cardíaca na ansiedade (a) e durante uma sessão de biofeedback (b) onde a pessoa aprende a ter a coerência cardíaca.  a) Ansiedade b) Diminuição da Ansiedade/estresse
Apesar do Polar S810 não permitir a realização de biofeedback, é possível monitorar o nosso sistema nervoso autônomo e verificar a nossa variabilidade da freqüência cardíaca. Caso o resultado mostrar baixa VFC, é um indício de que o SNA não está em coerência cardíaca. Caro leitor, para o mês de janeiro, estarei mostrando o uso FC Polar S810i: a) medição da VFC; b) avaliação a partir do software HRV Analysis Software; c) intervenção através do relaxamento antes, durante e após; d) entre outras funções. Não só para Psicólogos, mas para o Educador Físico é fundamental conhecer se o SNA do cliente: a) está em equilíbrio; b) observar como o SNA atua em diferentes situações; c) a partir dos resultados construir uma programação de treinamento/atividade física; d) entre outras funções que o educador físico deve saber e pode realizar. E em fevereiro o mestrando Luciano do Laboratório de Neurociência do Esporte e Exercício vai estar defendendo o projeto de dissertação/mestrado sobre "Efeitos Psicofisiológicos da VFC na Tomada de Decisão em Enxadrista". São resultados muito interessantes e que podem contribuir muito para melhorar o desempenho, não só de enxadristas, mas também para outras modalidades esportivas. |